HOMO LUDENS
HOMO LUDENS O livro que teve a audácia de dizer que a civilização inteira é brincadeira levada a sério Imagina a cara de pau. Em 1938, um historiador holandês chamado Johan Huizinga olhou pra humanidade inteira — Homo sapiens, o "homem que pensa", Homo faber, o "homem que fabrica" — e disse: peraí, falta um nome na lista. E se a gente for, no fundo, Homo ludens? O homem que joga, que brinca. Não como um detalhezinho fofo da nossa espécie. Como o motor escondido por trás de tudo o que a gente chama de civilização. E ele não estava brincando (ok, talvez um pouco). Huizinga escreveu esse livro às vésperas da Segunda Guerra Mundial, depois de discursar sobre o tema em Zurique, Viena e Londres. E fez questão de bater o pé numa coisa: o título não é "o jogo NA cultura", como seus próprios tradutores queriam corrigir. É "o jogo DA cultura" — o genitivo importa, e muito. A tese dele não é que existe jogo dentro da cultura, ao lado de coisas sérias. É q...